segunda-feira, 27 de junho de 2011

O plano de aula na prática

Olá, colegas!
Um bom-dia a todos.
Primeiro, postarei um resumo do plano de aula apresentado, e depois, algumas considerações e fotos sobre a experiência em sala.

PLANO DE AULA
O LAPTOP para facilitar a leitura.
           O plano foi aplicado para os alunos da sala de recursos que possuem dificuldade em reconhecer o alfabeto e juntar sílabas.

O conteúdo
            O laptop oferece uma série de possibilidades de uso de softwares educacionais. O programa Tux Typing auxilia no reconhecimento de letras, permitindo que o aluno desenvolva a identificação da mesma. Uma vez a visualizando na tela, terá de busca-la no teclado e digitar a tempo para que o pinguim Tux, mascote do Linux, realize o seu resgate.
            No oferecimento deste contato mais direto de reconhecimento é que reside a proposta de conteúdo da aula. Os alunos da sala de recursos, com DM (deficiência mental) e dificuldade de concentração, serão apresentados à ferramenta para que criem identidade com as letras e passem a realizar a sua identificação no teclado, um passo inicial para que aprendam, mais tarde, novas habilidades e avancem na alfabetização.

Objetivos
- Aperfeiçoar o reconhecimento de letras pelos alunos;
- Oferecer uma alternativa de aprendizado associada à ludicidade;
- Inserir o laptop nas práticas educativas em sala de aula.

Metodologia

Na sala de recursos, os dois alunos serão convidados a realizar uma brincadeira na qual poderão aprender enquanto se divertem. A professora os convidará a ligarem os seus laptops e também ligará o dela, mostrando a eles como realizar a tarefa inicial e abrir o aplicativo em questão. Uma vez aberto, a professora demonstrará o jogo e os convidará a se divertirem, oralizando as letras que reconhecerem antes de teclar. A atividade terá duração de aproximadamente uma hora.



Foi uma experiência muito positiva. Os alunos precisaram inicialmente de suporte para iniciarem as atividades, mas uma vez orientados e dirigidos na realização das tarefas o resultado não poderia ser melhor: todos, inclusive Tanis - a aluna com deficiência visual - puderam se divertir e aprender!


terça-feira, 14 de junho de 2011

Perguntas

Pois muito mais do que se poderia esperar, as perguntas são ferramentas importantes para o trabalho pedagógico. Está se perguntando como? 

Através da leitura de um material selecionado para ampliar o desempenho das práticas em sala de aula dos professores atendidos pelo Projeto UCA MS, na capacitação profissional, fomos apresentados a uma forma complexa de compreender o papel das perguntas nas relações de ensino e aprendizagem. 
Elas, de simples complementos ou fios condutores do aprender, se tornaram parte importante do trabalho educacional: elas podem estimular o aluno a conhecer, aproximar o conhecimento escolar de sua realidade e, mais que isso, estreitar os laços entre professores e alunos na produção do conhecimento, especialmente quando há a presença das novas tecnologias, como o laptop.
Para nos apresentar a essas realidades, o programa de capacitação fez uso de uma abertura em que autores conhecidos por sua visão abrangente do conhecimento fizeram a abertura: Piaget e Paulo Freire foram alguns deles. São fontes que deixam claro o interesse em informar o professor da necessidade de abandono de quaisquer resquícios bancaristas, de quaisquer prátricas em que o conhecimento não seja construído de modo crítico. A presença destes autores serviu para fortelecer a lembrança dos professores da importância da construção crítica e integrada dos saberes, sendo a pergunta orientada a principal ferramenta para tanto. 
Em sala de aula, o papel da pergunta ficou muito claro: acordar os alunos para a produção autônoma do conhecimento, sendo ponto de partida da mediação e da construção dos saberes de modo crítico, ativo e  integrado com a realidade.